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Reprodução da grande escadaria. Imagem: grouptravelorganiser.com
Poderiamos afirmar que, a grande escadaria de primeira classe do RMS TITANIC, também seja a escadaria mais famosa do mundo. Através da grande produção de Cameron (“Titanic”, em 1997), conseguimos ter uma noção bastante fiel do nível de detalhes e luxo presente naquele navio. A grande escadaria era o ponto chave do navio para a classe superior, pois ela era exclusiva para os passageiros de primeira classe. Ela foi considerada um dos pontos mais luxuosos do navio e teve um triste fim em seu naufrágio, restando apenas sua estrutura metálica para contar a história (segundo algumas fotografias que Robert Ballard fez).
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A estátua de Edward John Smith. Imagem: visitlichfield.co.uk
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Réplica do Renault Town Car 1912. imagem: conceptcarz.com
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Robert Ballard
A notícia correu o mundo. Em 1985, O oceanógrafo Dr. Robert Ballard descobriu os destroços do Titanic. Os brilhantes olhos de fãs, amadores e até mesmo sobreviventes, puderam ver as caras do navio falado durante todo o século. Durante a expedição, Ballard comprovou: O Titanic, realmente havia partido em dois. Sua aparência, não era das melhores, mas a emoção de vê-lo novamente, foi muito maior de quando ele estava em cima do mar.
Nascido em 30 de junho de 1942, Robert Duane Ballard é um oceanógrafo que ficou conhecido justamente pela descoberta de navios famosos, e pelo seu trabalho em arqueologia subaquática.
Ballard cresceu em Pacific Beach, em San Diego na Califórnia. Em 1962, começou a trabalhar para Andreas Rechnitzer’s Ocean Systems Group da North American Aviation. Em 1965, foi graduado pela Universidade da Califórnia em química e geologia.
Seu primeiro mergulho em um submersível, foi em 1969, ao largo da costa da Flórida. Em 1970, começou um projeto de mapeamento da área do Golfo do Maine para sua tese de doutorado.
Buscando o Titanic
Abordo do navio de investigação francês Le Suroît, em 1985 Ballard começou a fazer uma varredura a procura do Titanic. Ele precisou ser transferido para um navio de Woods Hole. A viagem estava para ser financiada pela Marinha, mas ela não estava interessada em gastar uma nota valiosa para esta ocasião, mas de outro lado estava interessada em descobrir o que acontecera com o grande vapor.
Em um acordo feito com a Marinha, Ballard conseguiu o financiamento para a expedição do Titanic. Em 22 de agosto de 1985 descobriram finalmente descobrem um rastro de destroços, provavelmente do Titanic. O navio em si foi descoberto no dia primeiro de setembro do mesmo ano, porém foi pouco explorado. Em 12 de julho de 1986, a equipe retornou ao sítio arqueológico do Titanic a bordo do Atlantis II, para os primeiros estudos concretos do navio, e dera início à remoção dos artefatos. Atualmente, a empresa RMS Titanic, Inc., detém os direitos dos artefatos e há mais de 6 mil artefatos catalogados que fora removidos.
A exploração dos Destroços
A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) contém em seu site, o diário de bordo, filmagens e slideshows da exploração do navio. Devido às inúmeras explorações e artigos contidos no site, abaixo estão os links diretos das páginas do Titanic, inclusive, você pode ter acesso a imagens em alta resolução da proa do navio.
NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2003
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/03titanic/welcome.html
NOAA Ocean Explorer: RMS Titanic Expedition 2004http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/edu/edu.html
High Resolutions Wreck images:
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/welcome.html
The Bow exploration video: (Quicktime):
http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/04titanic/media/movies/titanic2004_qt640.html
NOAA Ocean Explorer Titanic Gallery:
http://oceanexplorer.noaa.gov/gallery/cultural/cultural.html#titanic
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As teorias do vídeo abaixo é de um documentário do History Channel. Nela é apresentada as hipóteses do navio ter levantado 30º (popa) ou 11º.
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Quando o navio bateu no iceberg, por volta das 23:40h, a água já estava em uma temperatura extremamente baixa. A lâmina de gelo que cortou o casco do Titanic possivelmente permitiu que isso ocorresse devido ao fato do metal utilizado na construção do casco não ser o ideal. É possível que, pela baixíssima temperatura, o casco em sua área inferior estava gélido, ou quase congelado, o que facilitou sua abertura no atrito com o gelo.
Caso o gelo tivesse cortado o casco pouco antes do quinto compartimento, o Titanic estaria salvo. Ele foi feito para flutuar com quatro compartimentos estanques cheios d’água, mas o gelo havia cortado, além disso, o quinto e o sexto compartimento. Por isso não havia nada a ser feito para salvar o navio, pois seu naufrágio era inevitável.
Conforme a água ia invadindo o navio, este ia naufragando no modo diagonal, levando a proa para baixo e tirando totalmente a popa do nível do mar. E assim foi consecutivamente, até a quilha não agüentar tanto peso fazendo pressão em apenas um ponto “x” até partir-se ao meio (isso às 02h18min da manhã). É possível perceber a grandiosidade da força que estava sendo exercida no navio, para que ele se partisse, pois o Titanic era de fato um navio bastante forte. E ele partiu de um modo bastante interessante, tão fácil como se fosse um biscoito de polvilho.
Análise dos destroços
Às 02h18min da madrugada de 15 de abril, o Titanic parte-se. A proa, totalmente submersa, começa a inundar e tende a descer, desprendendo-se da quilha, estourando toda sua estrutura. O impacto fez com que a proa voltasse alguns metros e descesse para sempre nos braços do oceano. Como ninguém pode ver o trajeto dele até seu destino final, muitas pesquisas e teorias foram desenvolvidas no decorrer dos anos. Antes de sua descoberta, acreditava-se que a proa havia descido unicamente (sem ter partido), na vertical e estraçalhando-se no fundo e depois deitado para um dos lados. Outros diziam que a proa do navio virou de ponta cabeça no fundo, e caiu de uma forma totalmente invertida. Ainda havia crença que o navio estava inteiro, e que simplesmente encostou lá embaixo. Infelizmente, não foi bem assim, a maioria das suposições estavam erradas. Na expedição descobridora em 1985 eles avistaram o Titanic na horizontal, com a proa pouco enterrada, e um limite até a segunda chaminé. Primeira verdade revelada: Ele de fato partiu ao meio. Nenhum sinal à vista da cavidade causada pelo Iceberg, mas havia cavidades enormes no casco, provavelmente causada pela queda. Mastro deitado, ponte de comando totalmente irreconhecível, portas de acesso arrancadas. A destruição causou uma angulação interessante nos decks, partindo do deck dos botes até o deck G, eles tiveram uma boa inclinação para baixo. Talvez pela força da queda, a forte sacudida na estrutura, deixou fraco os sustentadores permitindo que os conveses saíssem de linha, deitando um sobre os outros, de uma forma tão “articulável” que mais parecia um biscoite de maizena mergulhado em um copo d’água. A popa também está num estado jamais imaginado. Numa distância de 800 metros mais ou menos da proa, a popa está virada de lado contrário, também na horizontal, mas com os conveses arrancados e virados para cima. Acredita-se que a popa veio descendo na vertical, e a pressão marítima foi arrancando o casco. Na medida em que a velocidade aumentava (e a pressão também) os decks foram se “destacando” e subindo, sendo arrancados como se estivesse abrindo uma lata de sardinhas.
É possível que a popa tenha dado algumas reviravoltas até cair no fundo. De modo ilustrado, ela possivelmente virou 180º num giro forçado, descendo e caindo no sentido vertical. Ao cair gradativamente, quando seu grande leme encosta no chão e faz deitar o resto, espalhando os restos que horas antes eram lindos conveses.
No vídeo abaixo, você pode ter uma noção ilustrada de como o navio chegou lá no fundo:
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Antes mesmo dos sobreviventes chegarem à Nova Iorque, as investigações estavam preparadas para tentar descobrir o que de fato ocorreu na noite do naufrágio. O senado dos Estados Unidos deu início a um inquérito sobre a catástrofe em 19 de abril, um dia após o navio Carpathia chegar à Nova Iorque. O presidente do inquérito, senador William Alden Smith que reunir contas, por parte dos passageiros e tripulação. Smith também solicitou a intimação dos cidadãos britânicos enquanto estavam em solo americano. Isso fez com que todos os sobreviventes fossem impedidos de voltar à suas respectivas cidades antes de responder ao inquérito, que durou até 25 de maio.
A câmara britânica foi dirigida por Lord Mersey. O inquérito britânico ocorreu entre 2 de maio e 3 de julho. Cada um tomou depoimento dos passageiros e tripulantes do Titanic, o capitão do Carpathia (navio que resgatou os sobreviventes) Arthur Rostron entre outros.As investigações primordialmente concluíram que, havia muitas irregularidades técnicas no Titanic, fazendo com que algumas leis fossem acrescentadas e outras alteradas. Várias melhorias de segurança foram implementadas para navios de rotas transatlânticas, incluindo o acesso total ao navio para a saída dos passageiros, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo, realização de exercícios de segurança, comunicações via rádio, etc.
Foi concluído também que, o Titanic possuía botes salva-vidas suficientes para todos de primeira classe, e não para os demais de classes inferiores. A maioria dos passageiros de segunda e terceira classe não fazia idéia aonde se localizava o convés dos botes, muito menos alguma forma de como chegar ao mesmo. A localização no navio era feita por placas, isso mudou mais tarde, colocando plantas de todo o navio em quadros nas paredes.
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Ismay nasceu em 12 de dezembro de 1862, na cidade de Crosby, Lancashire. Filho de Thomas Ismay (7 de Janeiro de 1837 | 23 novembro 1899) e Margaret Bruce (1837 | 1907). Ele foi educado em Elstree, na França. Ficou como aprendiz no escritório de seu pai por quatro anos, depois foi para Nova York como representante da empresa. Casou-se com Julia Ismay Schieffelin Florença em 4 de dezembro de 1888, com quem teve cinco filhos (um morrera na infância).
Em 1981, ele retornou para o Reino Unido com sua família e tornou-se sócio da empresa de seu pai. Thomas Ismay morreu em 1899 e Bruce se tornou chefe. Em 1901, foi abordado por americanos que queriam construir um conglomerado de navegação internacional. Ele concordou e fundiu sua empresa para a Mercante International Company.
De vez em quando, Ismay acompanhava a viagem inaugural de alguns de seus navios. O Titanic foi um deles. Após a colisão com o Iceberg e sua covarde sobrevivência, Ismay foi mal visto pela sociedade a partir daí, alguns até o chamava de “J. Bruto Ismay”.
Apesar de sua baixa reputação, Ismay continuou ativo nas atividades marítimas. Inaugurou um cadete chamado Mersey, que fora usado para treinar funcionários para britânicos da Marinha Mercante. Doou £ 11, 000 para iniciar um fundo perdido. Em 1919, doou 25000 libras para um fundo especialmente criado para reconhecer o contributo dos comerciantes marítimos na 1º guerra mundial.
As ações provocadas por Ismay no desespero do naufrágio do Titanic resultou na revolta do público contra Ismay.
Durante as investigações, testemunhas disseram que ouviram Ismay pressionar o Capitão Smith para que acelerasse o navio, para que chegassem à Nova York mais cedo, para impressionar a Imprensa.
Apesar disso, as acusações não foram consideradas como provas contra Ismay, pois o testemunho dos sobreviventes fora considerados “pouco fiáveis” ou “invenções”.
Ismay se aposentou de suas atividades na década de 1920. Sua saúde começou a ficar ruim na década de 1930, após um diagnóstico de diabetes. Sua situação piorou em 1936, quando precisou amputar parte de sua perna direita.
J. Bruce Ismay faleceu em 17 de outubro de 1937, de uma trombose cerebral, com 74 anos em Mayfair, Londres.
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