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Reprodução da grande escadaria. Imagem: grouptravelorganiser.com

Poderiamos afirmar que, a grande escadaria de primeira classe do RMS TITANIC, também seja a escadaria mais famosa do mundo. Através da grande produção de Cameron (“Titanic”, em 1997), conseguimos ter uma noção bastante fiel do nível de detalhes e luxo presente naquele navio. A grande escadaria era o ponto chave do navio para a classe superior, pois ela era exclusiva para os passageiros de primeira classe. Ela foi considerada um dos pontos mais luxuosos do navio e teve um triste fim em seu naufrágio, restando apenas sua estrutura metálica para contar a história (segundo algumas fotografias que Robert Ballard fez).

A grande escadaria e suas respectivas combinações de estilo e decorações foram feitos com o estilo inglês dos mestres William e Mary, que eram grandes artesãos. Detalhes como o corrimão de ferro e guirlandas “ormolu” foram inspirados pela corte francesa de Louis XIV.
O centro da grande escadaria era marcado por um relógio, com uma escultura de carvalho intrincado, que representava “honra e glória, momento culminante”.
Na maioria das vezes, um querubim de bronze segura no alto uma lâmpada para iluminar o desembarque da escada. Muitos anos antes, esta lâmpada tinha sido colocada ao pé das escadas para segurança. Mas como havia dezenas de lustres de cristal iluminando a entrada e as escadas, os querubins no Titanic eram ornamentais.
A destruição

Quando o Titanic afundou, a grande escadaria simplesmente sumiu, deixando um imenso buraco em seu local. Isso virou um ponto de acesso aos destroços, já que pela imensa abertura, era fácil acessar o interior do navio com mini robôs. A grande escadaria era coberta por uma imensa cúpula de vidro, o que proporcionava, além de um belo visual uma iluminação natural. Esta cúpula foi completamente destruída, o que virou porta de acesso para os pesquisadores.
Entretanto, não há nada comprovado de como a escadaria sumiu do navio. Se ela chegou intacta (ou presa) até lá embaixo, é provável que tenha sido evorada por micróbios no decorrer dos anos.Alguns detalhes em ferro e luminárias ainda estão intactas. Porém, existe uma teoria bastante aceitável sobre o fim da escadaria. Nas filmagens do filme “Titanic” em 1997, um conjunto de réplicas em madeira foram naufragados. A medida que este conjunto de réplicas ia afundando, a grande escadaria ia se rompendo do quadro. É bastante provável que a escadaria tenha se desprendido do navio antes mesmo dele encostar no fundo do oceano.
Alguns relatos de sobreviventes diziam que a grande escadaria flutuou para fora do navio quando ele afundou.
Sinta o drama

Se você puder visitar o Hotel White Swan em Alnwick, no Reino Unido, lá está presente a escadaria Original do RMS Olympic, da qual é idêntica a do Titanic.

 

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O Titanic tinha uma grande riqueza em detalhes, especialmente em cômodos, suítes, salas e demais localidades de seu interior. Mas e seu exterior? Observe as três imagens abaixo.

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Qual dos três é o Titanic?

Além do casco, o trio de navios da classe Olympic (Olympic, Titanic, Britannic) eram muito parecidos em sua estética externa. Tinha a mesma ordem dos decks, o mesmo design, os mesmos guindastes, a mesma beleza. Mas é fácil identificar cada um deles, observando pequenos detalhes.

Decks

O Titanic possuía mais da metade do deck A com janelas basculantes, enquanto o Olympic não continha esta configuração, contendo o deck todo com janelas abertas. O Britannic também continha as mesmas janelas basculantes, como do Titanic. Mas é fácil identificar, pois o Titanic continha apenas dezesseis botes salva-vidas, enquanto o Britannic tinha o deck dos botes repleto de itens de segurança, além do casco pintado de branco e com cruzes vermelhas ao centro das laterais do navio.

Peso e Conforto

O Olympic não era detentor de todo o luxo do Titanic. Ele não tinha o café parisiense (ele foi inserido mais tarde no navio) além de ser 1, 004 toneladas mais leve que o Titanic. Por isso ele foi considerado o maior navio do mundo, por que era mais pesado, mais luxuoso e mais espaçoso (internamente) que o Olympic.

Olhos clínicos

Se poderíamos entrar em um dos dois navios hoje em dia, conseguiríamos identificá-los observando: A ponte de comando – do Titanic era mais ampla que do Olympic e as luzes do Deck A, que no Olympic eram ovais e do Titanic redondas.
Além disso, muitos defeitos do Titanic foram corrigidos no Olympic, tal como o rangido para a marcha a ré.

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A classe Olympic é o nome do trio de navios da White Star Line construídas com o intuito de superar a rival Cunard, que até então era dona dos maiores navios do mundo (Mauretania e Lusitania). Projetado por Thomas Andrews, a construção se iniciou em 1908, a começar pelo Olympic, depois Titanic e por ultimo Gigantic (Britannic, mais tarde).

Dos três navios, o RMS Olympic foi o único que não teve um destino trágico. Em 15 de abril de 1912, o Titanic afundou no atlântico norte, levando com ele cerca de 1, 500 vítimas. Em 21 de Novembro de 1916 o Britannic afundou com o impacto causado por um torpedo, vindo de um submarino alemão, afundando o gigante em 55 minutos.

O mais interessante da Classe Olympic é que os três navios são extremamente iguais, possuem o mesmo casco, dimensões externas e estética. A diferença está nos detalhes, peso e luxo. O Titanic foi classificado o maior navio do mundo não pelo tamanho, mas sim por ser mais pesado que os outros dois mais luxuosos e por conter espaço interno maior, além de outros detalhes que foram adicionados no Olympic pouco mais tarde após seu desastre. Conheça cada um deles.

RMS/HMT Olympic

O primeiro navio do trio a ser construído. Sua construção iniciou em 1908 e finalizada em 911. No mesmo ano teve sua viagem inaugural, no dia 14 de junho. A viagem foi um sucesso, assim como as posteriores. Mas ele também teve seus dias ruins. Próximo a Cherbourg, o HMS Hawke foi sugado pelas pás das hélices do Olympic. Apesar da destruição, ambos não tiveram vítimas. Ele voltou a Belfast para ser reparado.

A primeira Guerra Mundial mudou o destino do Olympic. Sua sigla RMS foi substituída por HMT (His Majesty’s Transport) e seu casco foi pintado com cores claras e desenhos geométricos, a fim de confundir os submarinos. O Olympic uniu-se com seu irmão Britannic no Mediterrâneo para transportar sobreviventes. Em 1918 com o fim da guerra e o Olympic sobreviveu. Agora ele estava sozinho. Ele retornou para a White Star e voltou a ganhar a sigla RMS para fazer mais rotas transatlânticas. Em 1935, o Olympic estava obsoleto. Foi vendido e desmontado. Com certeza foi o herói da família “Olympic” e uma das mais belas embarcações que cruzara os oceanos.

O RMS Olympic (ainda quando era RMS), ancorado numa doca em 1911*  *Nota: Se reparar o convés dos botes verá que é praticamente o mesmo do Titanic, ou seja, com dezesseis botes fixos. Dá pra ver que, a fileira de botes termina depois de quatro botes. O Olympic foi equipado com mais botes somente depois do naufrágio do Titanic, e essa foto foi tirada em 1911, ano que o Titanic foi lançado ao mar para finalizar sua construção.

O RMS Olympic (ainda quando era RMS), ancorado numa doca em 1911. Nota: Se reparar o convés dos botes verá que é praticamente o mesmo do Titanic, ou seja, com dezesseis botes fixos. Dá pra ver que, a fileira de botes termina depois de quatro botes. O Olympic foi equipado com mais botes somente depois do naufrágio do Titanic, e essa foto foi tirada em 1911, ano que o Titanic foi lançado ao mar para finalizar sua construção.

RMS Titanic

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O RMS Titanic foi o considerado o navio dos sonhos. Com algumas toneladas a mais que o Olympic e muito luxo, o Titanic foi um dos transatlânticos mais belos da história. Sua construção se iniciou em 1909 e foi concluída em 1912. Sua viagem inaugural foi neste mesmo ano, com destino para Nova Iorque, com paradas em Cherbourg e Queenstown. Infelizmente, um Iceberg mudou o destino do navio na noite de 14 de abril. O navio era comandado pelo capitão Edward J. Smith, que estava à beira de sua aposentadoria. Seu desastre foi um dos mais impressionantes que é motivo de discussão até nos dias de hoje. Seus destroços foram descobertos em 1985, por Robert Ballard.O Titanic também ficou conhecido como navio insubersível em sua época, devido a um folheto publicitário que, em 1910 circulou pela cidade de Belfast. No folheto dizia que era um navio praticamente insubersível. Porém o povo alterou o tom da idéia e passou a acreditar que era completamente inaufragável.

Gigantic/Britannic

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O HMHS Britannic foi um navio-hospital, durante a primeira guerra mundial. Por ser um navio-hospital, o Britannic teve seu casco pintado de branco, com faixas verdes e cruzes vermelhas. Sua construção se iniciou em novembro de 1911, tornando se o irmão mais novo do trio. Sua quilha foi construída antes do Titanic partir, mas sua construção foi paralisada depois do acidente, para que eles fizessem muitas alterações antes de voltar a construir. Depois da colisão do Titanic, o Britannic e o Olympic ganharam mais botes, suficientes para todos a bordo. O Britannic ganhara um casco duplo e anteparas a prova d’água até o deck B. O Britannic ganhou tantas alterações (especialmente em seu nome) que ficou com cerca de 50 mil toneladas brutas mais de 5 mil toneladas em relação ao Titanic e Olympic.Recrutado para a guerra, o Britannic foi devidamente equipado para ser um navio hospital. Ele recebeu as siglas HMHS His Majesty’s Hospital Ship. Sua primeira viagem ocorreu em 23 de dezembro de 1915. Seus destroços estão à 107 metros de profundidade, deitado totalmente a estibordo, mostrando o grande buraco aberto pelo torpedo. O Britannic foi uma das maiores embarcações naufragadas.

Mudança de nome

Inicialmente, o navio se chamaria Gigantic. Após o desastre do Titanic, nada relacionado a tamanho surpreenderia as pessoas, especialmente vindo da White Star Line. Por isso, o nome foi alterado, tornando-se Britannic.

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