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Quando o navio bateu no iceberg, por volta das 23:40h, a água já estava em uma temperatura extremamente baixa. A lâmina de gelo que cortou o casco do Titanic possivelmente permitiu que isso ocorresse devido ao fato do metal utilizado na construção do casco não ser o ideal. É possível que, pela baixíssima temperatura, o casco em sua área inferior estava gélido, ou quase congelado, o que facilitou sua abertura no atrito com o gelo.

Caso o gelo tivesse cortado o casco pouco antes do quinto compartimento, o Titanic estaria salvo. Ele foi feito para flutuar com quatro compartimentos estanques cheios d’água, mas o gelo havia cortado, além disso, o quinto e o sexto compartimento. Por isso não havia nada a ser feito para salvar o navio, pois seu naufrágio era inevitável.

Conforme a água ia invadindo o navio, este ia naufragando no modo diagonal, levando a proa para baixo e tirando totalmente a popa do nível do mar. E assim foi consecutivamente, até a quilha não agüentar tanto peso fazendo pressão em apenas um ponto “x” até partir-se ao meio (isso às 02h18min da manhã). É possível perceber a grandiosidade da força que estava sendo exercida no navio, para que ele se partisse, pois o Titanic era de fato um navio bastante forte. E ele partiu de um modo bastante interessante, tão fácil como se fosse um biscoito de polvilho.

Análise dos destroços

Às 02h18min da madrugada de 15 de abril, o Titanic parte-se. A proa, totalmente submersa, começa a inundar e tende a descer, desprendendo-se da quilha, estourando toda sua estrutura. O impacto fez com que a proa voltasse alguns metros e descesse para sempre nos braços do oceano. Como ninguém pode ver o trajeto dele até seu destino final, muitas pesquisas e teorias foram desenvolvidas no decorrer dos anos. Antes de sua descoberta, acreditava-se que a proa havia descido unicamente (sem ter partido), na vertical e estraçalhando-se no fundo e depois deitado para um dos lados. Outros diziam que a proa do navio virou de ponta cabeça no fundo, e caiu de uma forma totalmente invertida. Ainda havia crença que o navio estava inteiro, e que simplesmente encostou lá embaixo. Infelizmente, não foi bem assim, a maioria das suposições estavam erradas. Na expedição descobridora em 1985 eles avistaram o Titanic na horizontal, com a proa pouco enterrada, e um limite até a segunda chaminé. Primeira verdade revelada: Ele de fato partiu ao meio. Nenhum sinal à vista da cavidade causada pelo Iceberg, mas havia cavidades enormes no casco, provavelmente causada pela queda. Mastro deitado, ponte de comando totalmente irreconhecível, portas de acesso arrancadas. A destruição causou uma angulação interessante nos decks, partindo do deck dos botes até o deck G, eles tiveram uma boa inclinação para baixo. Talvez pela força da queda, a forte sacudida na estrutura, deixou fraco os sustentadores permitindo que os conveses saíssem de linha, deitando um sobre os outros, de uma forma tão “articulável” que mais parecia um biscoite de maizena mergulhado em um copo d’água. A popa também está num estado jamais imaginado. Numa distância de 800 metros mais ou menos da proa, a popa está virada de lado contrário, também na horizontal, mas com os conveses arrancados e virados para cima. Acredita-se que a popa veio descendo na vertical, e a pressão marítima foi arrancando o casco. Na medida em que a velocidade aumentava (e a pressão também) os decks foram se “destacando” e subindo, sendo arrancados como se estivesse abrindo uma lata de sardinhas.

É possível que a popa tenha dado algumas reviravoltas até cair no fundo. De modo ilustrado, ela possivelmente virou 180º num giro forçado, descendo e caindo no sentido vertical. Ao cair gradativamente, quando seu grande leme encosta no chão e faz deitar o resto, espalhando os restos que horas antes eram lindos conveses.

No vídeo abaixo, você pode ter uma noção ilustrada de como o navio chegou lá no fundo:

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Culpados?

 

O surpreso naufrágio do Titanic foi uma polêmica que se estende até hoje. Inúmeras perguntas, exemplificações de naufrágio, teorias, relatos. Mas será que este naufrágio foi tão simples assim? O que fez o Capitão Smith se esquecer de medir a temperatura da água, e não checar se os binóculos estavam a bordo? Por qual motivo ignorariam os relatórios de presença de Icebergs na região?
Não creio que Ismay apostasse suas melhores cartas numa máquina feita pelo homem ainda desafiando a natureza, ele não poderia ser tão ingênuo assim, afinal, problemas acontecem, principalmente numa viagem inaugural.
Fatos

– O Titanic era equipado com 20 botes salva-vidas, 16 botes fixos e quatro desmontáveis. A quantidade era suficiente apenas para pouco mais da metade das pessoas a bordo (cerca de 1 300). O que fez com que a Lei que regiam a construção de transatlânticos permitisse a conclusão de um navio com botes apenas para a metade dos passageiros? (metade superior, complementando);
– O “insubmersível” apelido, foi dado ao Titanic devido aos quatro compartimentos frontais que resistiriam se estivessem cheios d’água, no caso de colisão frontal. As portas estanques eram automáticas, e na presença de água, elas eram fechadas. O Titanic flutuaria com os quatro compartimentos cheios, mas acontece que não deixaram colidir de frente, ao invés disso tentaram reverter a estibordo, causando danos de noventa metros no casco abrindo o quinto/sexto compartimento. Se fosse colisão frontal, poucos sairiam mortos. O fato é que seria um ato (ousadamente) heróico, por parte de Willian Murdoch, que tentou salvar o navio todo (ou passava pela cabeça ainda a idéia de chegar à Nova Iorque independente do que se faça?);
Nota: Ninguém havia dito que nem Deus afundaria o navio. O que aconteceu é que, os engenheiros da embarcação ao apresentar as comportas à prova d’água, disseram que tal tecnologia o tornaria PRATICAMENTE insubmersível. As falas e boatos desafiando a lei divina vieram originados do povo (se é que veio), que após saber da notícia, circulariam pelas ruas que nem Deus o afundaria, e não que o pessoal da White Star Line/Harland and Wolff tivera dito isso de fato;
– Alguns dizem que o SS Californian, viu o Titanic e não prestou socorro. Outros dizem que os tripulantes do navio estavam dormindo, outros dizem que ele estava ancorado, devido à presença de icebergs, e só retomaria rumo no dia seguinte. De todos os pedidos enviados, o único que recebeu foi o Carpathia, quatro horas de distância do Titanic. Não havia outros navios na área? Qual a real distância que os falados telégrafos Marconi eram capazes de transmitir ondas? Não há indícios de possíveis problemas de interferência ou falhas de comunicação?
– Abril é o pior mês do ano. Seria azar mesmo, a viagem inaugural logo neste mês. Ou proposital, afinal, era praticamente insubmersível. Que iceberg iria afundá-lo?
– A colocação de passageiros nos botes foi maneirada por, 1º os tripulantes não sabiam manejar os botes, principalmente com a inclinação do navio, 2º acreditavam que o bote poderia rachar com muitas pessoas, por isso alguns saíram com pouco mais de dez passageiros. O resultado foi um tumulto jamais visto, pessoas no desespero fizeram coisas que jamais fariam (alguns homens se arriscaram a se vestir de mulher, para entrar nos botes)
Vamos culpar quem?

A manhã do dia 15 de abril de 1912 foi bastante confusa. A maioria dos sobreviventes no Carpathia não sabia seus destinos dali em diante. Eles viram ao vivo e a cores o naufrágio do navio (uns assistiram, aqueles que aguardavam nos botes e outros viveram quem ficou na popa até descer). O prédio da White Star Line estava repleto de jornalistas e todos, muito irritados com Ismay.
Algumas imediatas notícias saíram dizendo que o Titanic fora salvo. A realidade bateu na porta quando os sobreviventes chegaram à Nova Iorque, e disseram o que passara na naquela noite.
Particularmente, eu diria que o naufrágio do Titanic foi conseqüência de uma grande ambição, que foi projetada rápida demais. A vontade de chegar à Nova Iorque um dia anterior foi consentida, mas com 1,500 vítimas e 700 traumatizadas.Um exemplar engenheiro chefe, morrer enclausurado dentro do navio, um capitão à beira da aposentadoria, e inúmeras vidas que só elas para dizer o que foi de fato, o naufrágio do Titanic.
Fonte: A Night to remember, Titanic survivor – Violet Jessop

 

Os Inquéritos

 

Antes mesmo dos sobreviventes chegarem à Nova Iorque, as investigações estavam preparadas para tentar descobrir o que de fato ocorreu na noite do naufrágio. O senado dos Estados Unidos deu início a um inquérito sobre a catástrofe em 19 de abril, um dia após o navio Carpathia chegar à Nova Iorque. O presidente do inquérito, senador William Alden Smith que reunir contas, por parte dos passageiros e tripulação. Smith também solicitou a intimação dos cidadãos britânicos enquanto estavam em solo americano. Isso fez com que todos os sobreviventes fossem impedidos de voltar à suas respectivas cidades antes de responder ao inquérito, que durou até 25 de maio.
A câmara britânica foi dirigida por Lord Mersey. O inquérito britânico ocorreu entre 2 de maio e 3 de julho. Cada um tomou depoimento dos passageiros e tripulantes do Titanic, o capitão do Carpathia (navio que resgatou os sobreviventes) Arthur Rostron entre outros.
As investigações primordialmente concluíram que, havia muitas irregularidades técnicas no Titanic, fazendo com que algumas leis fossem acrescentadas e outras alteradas. Várias melhorias de segurança foram implementadas para navios de rotas transatlânticas, incluindo o acesso total ao navio para a saída dos passageiros, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo, realização de exercícios de segurança, comunicações via rádio, etc.
Foi concluído também que, o Titanic possuía botes salva-vidas suficientes para todos de primeira classe, e não para os demais de classes inferiores. A maioria dos passageiros de segunda e terceira classe não fazia idéia aonde se localizava o convés dos botes, muito menos alguma forma de como chegar ao mesmo. A localização no navio era feita por placas, isso mudou mais tarde, colocando plantas de todo o navio em quadros nas paredes.

Antes mesmo dos sobreviventes chegarem à Nova Iorque, as investigações estavam preparadas para tentar descobrir o que de fato ocorreu na noite do naufrágio. O senado dos Estados Unidos deu início a um inquérito sobre a catástrofe em 19 de abril, um dia após o navio Carpathia chegar à Nova Iorque. O presidente do inquérito, senador William Alden Smith que reunir contas, por parte dos passageiros e tripulação. Smith também solicitou a intimação dos cidadãos britânicos enquanto estavam em solo americano. Isso fez com que todos os sobreviventes fossem impedidos de voltar à suas respectivas cidades antes de responder ao inquérito, que durou até 25 de maio.
A câmara britânica foi dirigida por Lord Mersey. O inquérito britânico ocorreu entre 2 de maio e 3 de julho. Cada um tomou depoimento dos passageiros e tripulantes do Titanic, o capitão do Carpathia (navio que resgatou os sobreviventes) Arthur Rostron entre outros.As investigações primordialmente concluíram que, havia muitas irregularidades técnicas no Titanic, fazendo com que algumas leis fossem acrescentadas e outras alteradas. Várias melhorias de segurança foram implementadas para navios de rotas transatlânticas, incluindo o acesso total ao navio para a saída dos passageiros, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo, realização de exercícios de segurança, comunicações via rádio, etc.
Foi concluído também que, o Titanic possuía botes salva-vidas suficientes para todos de primeira classe, e não para os demais de classes inferiores. A maioria dos passageiros de segunda e terceira classe não fazia idéia aonde se localizava o convés dos botes, muito menos alguma forma de como chegar ao mesmo. A localização no navio era feita por placas, isso mudou mais tarde, colocando plantas de todo o navio em quadros nas paredes.

 

Joseph bruce Ismay

ismay1

Ismay nasceu em 12 de dezembro de 1862, na cidade de Crosby, Lancashire. Filho de Thomas Ismay (7 de Janeiro de 1837 | 23 novembro 1899) e Margaret Bruce (1837 | 1907). Ele foi educado em Elstree, na França. Ficou como aprendiz no escritório de seu pai por quatro anos, depois foi para Nova York como representante da empresa. Casou-se com Julia Ismay Schieffelin Florença em 4 de dezembro de 1888, com quem teve cinco filhos (um morrera na infância).
Em 1981, ele retornou para o Reino Unido com sua família e tornou-se sócio da empresa de seu pai. Thomas Ismay morreu em 1899 e Bruce se tornou chefe. Em 1901, foi abordado por americanos que queriam construir um conglomerado de navegação internacional. Ele concordou e fundiu sua empresa para a Mercante International Company.

De vez em quando, Ismay acompanhava a viagem inaugural de alguns de seus navios. O Titanic foi um deles. Após a colisão com o Iceberg e sua covarde sobrevivência, Ismay foi mal visto pela sociedade a partir daí, alguns até o chamava de “J. Bruto Ismay”.
Apesar de sua baixa reputação, Ismay continuou ativo nas atividades marítimas. Inaugurou um cadete chamado Mersey, que fora usado para treinar funcionários para britânicos da Marinha Mercante. Doou £ 11, 000 para iniciar um fundo perdido. Em 1919, doou 25000 libras para um fundo especialmente criado para reconhecer o contributo dos comerciantes marítimos na 1º guerra mundial.

As ações provocadas por Ismay no desespero do naufrágio do Titanic resultou na revolta do público contra Ismay.
Durante as investigações, testemunhas disseram que ouviram Ismay pressionar o Capitão Smith para que acelerasse o navio, para que chegassem à Nova York mais cedo, para impressionar a Imprensa.
Apesar disso, as acusações não foram consideradas como provas contra Ismay, pois o testemunho dos sobreviventes fora considerados “pouco fiáveis” ou “invenções”.

Ismay se aposentou de suas atividades na década de 1920. Sua saúde começou a ficar ruim na década de 1930, após um diagnóstico de diabetes. Sua situação piorou em 1936, quando precisou amputar parte de sua perna direita.
J. Bruce Ismay faleceu em 17 de outubro de 1937, de uma trombose cerebral, com 74 anos em Mayfair, Londres.

Thomas Andrews

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Andrews foi um gênio da construção naval. Já com dezesseis anos de idade, começou a trabalhar em um estaleiro da Harland and Wolff e dentro de pouco tempo já se tornara projetista chefe.
Filho de Thomas Andrews e Eliza Pierre nasceu dia 7 de fevereiro de 1873. Foi formado na escola Royal Belfast Acameical Institution em 1884. Após sua entrada na H&W, em 1901 ele se formou projetista naval e em 1907 foi apontado como diretor chefe do departamento de construção da Harland and Wolff. Em 24 de julho de 1908 se casou com Helen Reilly Barbour, com quem teve sua filha Elizabeth em 1910.

Andrews quem projetou o trio de navios da Classe Olympic, encomendado pela White Star Line. Os projetos se iniciaram em 1907, começando pelo Olympic. O Titanic começou a ser projetado em 1909 com a ajuda de Willian Pierre e Alexander Carlisle. Andrews dirigia um grupo de trabalhadores responsáveis por analisar o desempenho dos navios em suas viagens inaugurais. Por tal, ele viajou no Titanic para analisar seu desempenho, apontar os problemas e anotar reparos se fosse necessários.

Andrews não teve culpa pelo naufrágio do Titanic, inclusive ficou famoso pelo seu ato heróico na tentativa de salvar o maior número de pessoas possível. m 1914 foi construído um memorial Thomas Andrews Jr. “Memorial Hall” em sua cidade natal. O memorial é mantido pela South Eastern Education Board, e foi esculpido pela artista Sophia Rosamond Praegar. Andrews teria feito inúmeros navios de sucesso, devido à sua competência. Preferiu ser sepultado dentro do Titanic.

Requinte

O interior do Titanic era o verdadeiro sinônimo de luxo. Todo o interior, desde a escadaria até o detalhe das maçanetas, garfos e pratos que continham gravado a logomarca da companhia, tudo no navio foi muito bem elaborado. Cada detalhe, com uma riqueza incomparável, e o clássico toque bem refinado de luxo, fazia do Titanic uma experiência única em todos os quesitos, especialmente em luxo.

Itens como Café Parisiense com cozinha de primeira classe com varanda de pôr-do-sol, cabines de luxo e suítes altamente detalhadas e feitas com materiais caríssimos e de primeira linha, bibliotecas, banho turco, squash marcavam presença forte no navio. Infelizmente, todo este requinte foi apreciado por poucos e em poucas horas.

imagens: divulgação

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Estas e muito mais imagens do navio estarão disponíveis em breve na página “Galeria”.

Detalhes

O Titanic tinha uma grande riqueza em detalhes, especialmente em cômodos, suítes, salas e demais localidades de seu interior. Mas e seu exterior? Observe as três imagens abaixo.

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Qual dos três é o Titanic?

Além do casco, o trio de navios da classe Olympic (Olympic, Titanic, Britannic) eram muito parecidos em sua estética externa. Tinha a mesma ordem dos decks, o mesmo design, os mesmos guindastes, a mesma beleza. Mas é fácil identificar cada um deles, observando pequenos detalhes.

Decks

O Titanic possuía mais da metade do deck A com janelas basculantes, enquanto o Olympic não continha esta configuração, contendo o deck todo com janelas abertas. O Britannic também continha as mesmas janelas basculantes, como do Titanic. Mas é fácil identificar, pois o Titanic continha apenas dezesseis botes salva-vidas, enquanto o Britannic tinha o deck dos botes repleto de itens de segurança, além do casco pintado de branco e com cruzes vermelhas ao centro das laterais do navio.

Peso e Conforto

O Olympic não era detentor de todo o luxo do Titanic. Ele não tinha o café parisiense (ele foi inserido mais tarde no navio) além de ser 1, 004 toneladas mais leve que o Titanic. Por isso ele foi considerado o maior navio do mundo, por que era mais pesado, mais luxuoso e mais espaçoso (internamente) que o Olympic.

Olhos clínicos

Se poderíamos entrar em um dos dois navios hoje em dia, conseguiríamos identificá-los observando: A ponte de comando – do Titanic era mais ampla que do Olympic e as luzes do Deck A, que no Olympic eram ovais e do Titanic redondas.
Além disso, muitos defeitos do Titanic foram corrigidos no Olympic, tal como o rangido para a marcha a ré.