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Posts Tagged ‘Acidente’

Em seu quarto dia de viagem, o inesperado estava prestes a acontecer. Era domingo, dia 14 de abril de 1912. O mar estava calmo, e nada de diferente acontecia no navio. Sua previsão, antecipada por Ismay, era de que o Titanic chegasse à Nova Iorque na quarta-feira.
Mas, às 23h40min, os vigias Frederick Fleet e Reginald Lee avistaram uma sombra logo à frente. Era um imenso Iceberg, bem a frente do navio, há cerca de 400 metros. Os vigias estavam sem binóculos, por tal demoraram a avistar o Iceberg. Acredita-se que os mesmos foram deixados em Southampton. Fleet rapidamente soou o sino do mastro e chamava a ponte de comando pelo telefone. O sexto oficial Paul Moody atendeu o chamado ouvindo então a gritaria de Fleet “Um Iceberg, logo a frente!” A ordem foi a paralisação imediata das máquinas, e depois a reversão dos motores. A atitude foi precipitada, e não foi das melhores. Pedidos de socorro começaram a ser enviados.

“CQD, CQD MGY – Afundamento rápido pela proa – passageiros estão sendo colocados nos botes, por favor, venha nos ajudar! MGY”

O navio foi se aproximando rapidamente da grande massa de gelo, e pouco se desviava. Ele passou de modo rasante no Iceberg, e pouco tempo depois houve um tremor. Uma lâmina de gelo cortou a área inferior do casco do Titanic de modo consecutivo, causando uma série de buracos numa secção de noventa metros. Isso foi suficiente para deixar aberto o quinto/sexto compartimento estanque, o que deixava inevitável o naufrágio do navio.
O único navio que captou o pedido de socorro do Titanic foi o RMS Carpathia, navio da Cunard, que estava há quatro horas de distância do navio.

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Com precaução, o primeiro oficial Willian Murdoch acionou os interruptores elétricos para abaixar as comportas à prova d’água. Mas era tarde demais.
O Capitão Smith logo foi avisado do ocorrido. Uma pequena reunião foi convocada, envolvendo os oficiais, o capitão e o construtor, Thomas Andrews. Andrews fez uma análise do que havia acontecido, e chegou à conclusão de que o Titanic iria afundar em poucas horas. Todos ficaram bastante surpresos e chocados, por tal tiveram destinos diferentes. O Capitão Smith se trancou na ponte de comando e lá ficou depois de sua conhecida frase dita “Agora é cada um por si”. Andrews também se trancou no Lounge do navio, e nunca mais fora visto. Willian Murdoch, o primeiro Oficial desapareceu, acredita-se que tenha se suicidado. E Bruce Ismay covardemente embarcou em um bote salva vidas, dos quais era para mulheres e crianças.
Por volta de 1h, a inclinação do navio passa a ser notada. A água começa a invadir completamente a proa, e o tumulto fica cada vez pior nos conveses superiores. A ordem era colocar coletes salva-vidas em todos que estavam a bordo, mas para entrar nos botes havia uma hierarquia. Os que estavam em terceira classe tinham que esperar os de primeira e segunda evacuarem primeiro. A banda do Titanic foi orientada a tocar no convés até que o navio afundasse. E isso de fato ocorreu. Um rangido ensurdecedor é ouvido na área externa do navio, devido à grande quantidade de vapor expelido pela parada imediata das máquinas.
Por volta das 01h40min, a popa do navio já começa a mostrar suas gigantes hélices de bronze. As pessoas estavam inquietas no convés dos botes, e a banda continuava a tocar. Muitos já estavam mortos, os que não conseguiram passar pelos labirintos do Titanic e morreram lá dentro. A esperança é que o triste ruído dos foguetes traria um navio para salvar os passageiros. Pouco depois, uma pane elétrica apaga todas as luzes do navio. As 02h18minh ele se parte ao meio. Eram mais de vinte mil toneladas deitando novamente sobre o atlântico. Gemidos, gritos e pedidos de socorro. Era só isso que se ouvia na escuridão, além dos poucos ruídos do Titanic, agora com a popa na vertical, descendo para o fundo do oceano lentamente.
Algumas das mulheres que gritaram para os funcionários que não iriam aos botes sem seus maridos, foram as mesmas que gritaram para retornarem e salvarem possíveis sobreviventes na gélida água. Dois botes, um sob o comando do quinto oficial Harold Lowe, transferiu os passageiros de um bote para o outro, a fim de deixar o mesmo vazio para buscar mais sobreviventes no mar. O outro barco, sob comando de Seaman Perkis conseguiu tirar três vidas da água. Algumas horas depois o Carpathia começa a aparecer no horizonte. 705 sobreviveram, de cerca de 2,220 passageiros. Em Nova Iorque, todos passaram a acreditar que o Titanic tinha mesmo afundado, quando o Carpathia chegou com menos da metade dos que haviam embarcado.
O vigia Frederick Fleet trabalhou por pouco tempo (julho ~ agosto 1912) no RMS Olympic. Ele continuou trabalhando como marinheiro e deixou os mares em 1936. Ele trabalhou como engenheiro naval para a Harland and Wolff, num estaleiro de Southampton, durante a segunda guerra mundial. Nos seus últimos anos, vendia jornais numa esquina em Southampton.
Passando por inúmeros problemas pessoais, o primeiro homem que avistou o iceberg que afundou o Titanic, se enforcou em um varal no quintal de sua casa, em 1965.
Fonte: A night to remember, Encyclopedia Titanica

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